quinta-feira, dezembro 07, 2006


Duas horas de Rei Lear.
Não é entretenimento, por isso não nos diverte. Faz-nos pensar, como na Alegoria da Caverna confronta-nos com algo diferente do que estamos habituados, surge a dúvida, questionamo-nos e é precisamente aí, nesse ponto, que aprendemos, que o conhecimento advém.
O rei está velho. O rei está louco. E se de loucura é enfermo, é de traição que sofre, de suas filhas mais velhas.
A peça mostra-nos o sofrimento e a angústia crescente de um Rei, e o seu descanso na morte.
A linguagem Shakesperiana é para ser lida em inglês, Anton saboreava cada palavra ao proferi-las, e nós deliciados surviamos dele, e por isso, mesmo sendo a minha primeira peça bilingue, sou apologista aquando a mis-en-céne dos trabalhos do mesmo autor.
Trabalho árduo destes dois actores, física e emocionalmente, o mesmo digo a quem se deixou levar pela peça e as suas questões.
Bom, deixo estas notas soltas, amanhã continuo que são três da manhã....

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