sexta-feira, março 16, 2007

Tenho saudades de quando te ia buscar à escola.
De quando o rio estava entre nós, e o caminho para ti era uma viagem num barco e o sol que se afundava, espelhado na água, anunciava o nosso encontro. Toda a natureza celebrava. E era a Poesia...
O tamanho da nossa felicidade, fazia-nos esquecer do umbrella quando chovia lá fora, e uma dita desconhecida nos daria boleia no seu, para saborear, sorver da nossa alegria, da nossa juventude. Ela sabia-o. Nós sabiamos.
Tenho saudades de te roubar um beijo no banco do autocarro que levava galinhas.
Agora, as compras substituiram a viagem no rio, o ferro os passeios nocturnos em busca de fotografias únicas, e o despertador pela manhã substituiu o pequeno almoço no D2.
Ainda assim, sem explicações, nem porquês, desejo o final do dia para nos reencontrarmos nos teus braços debaixo do mesmo edredon, mesmo que com mais duas alminhas sedentas de mimos pelo meio.
Continuas com o mesmo olhar, eu continuo a olhá-lo da mesma forma, adorava diminuir ao ponto de andar sempre no teu bolso.

2 Comentários:

Blogger Pouring absence in your lap disse...

Lindo!

10:41 da manhã  
Blogger El Secondino disse...

Amo-te

5:48 da tarde  

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